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Grupos de supervisão do 2º semestre de 2026.
Formandes da T9M1 e T5M3 e intermódulo.
A obra de Marx é inteiramente atravessada pelo problema da produção de subjetividade. Esta é a hipótese de partida deste curso. Nossa proposta é apresentar, de maneira introdutória e panorâmica, a caixa de ferramentas teóricas forjadas por Marx para a análise do capitalismo, destacando alguns conceitos que nos ajudam a pensar o tema da produção social de subjetividade no mundo contemporâneo.
Trabalhar o Trauma com Ferenczi: Clivagem e Multiplicação de Superfícies
Eliana Schueler Reis
Ferenczi reintroduziu a noção de trauma psíquico no campo psicanalítico, deslocando a abordagem metapsicológica da dinâmica intrapsíquica para a relação com o ambiente. Com isso, colocou as noções de comoção psíquica, clivagem, identificação com o agressor e a elasticidade da técnica no centro da prática clínica
Vamos explorar a questão do trauma e seus desdobramentos na teoria e na clínica psicanalítica contemporânea. Faremos uma breve abordagem histórica da noção de trauma na psicanálise a partir de Freud, para chegar aos escritos de Ferenczi sobre o tema, especialmente os que tratam da clivagem psíquica e sua clínica.
O curso propõe uma análise clínico-política do conceito de espectro do autismo, examinando sua emergência histórica e sua função na expansão contemporânea do poder psiquiátrico. A partir do diálogo com Foucault, discutiremos a psiquiatria como um regime espectral da normalização, com especial atenção à infância e ao diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Cartografia - Clínica e Pesquisa
Ementa: O método da cartografia no seu uso para clínica e para a pesquisa. Nossos
precursores e o devir do conceito de cartografia. Pistas e disparadores da cartografia:
Acompanhamento de processos; Habitação de um território existencial; Coletivo de
forças e o dispositivo grupal; Cartografia como método de pesquisa-intervenção;
Entrevista cartográfica e o acesso à experiência; A atenção no método da cartografia;
Política de narratividade e produção textual. Dois Seminários nos quais a turma
apresenta e debate o consolidado das aulas. Prática de supervisão clínico-institucional
em grupo. Tem como pré-requisito o módulo 1
Ementa: Apresentação e colocação dos problemas; produção de subjetividade; o plano de inconsciente; o devir do conceito de transferência: tradição psicanalítica dos conceitos de transferência e contratransferência em sua relação com os conceitos de implicação e transversalidade na Análise institucional; práticas grupais; Análise Institucional; Reforma Psiquiátrica: princípios do SUS e práticas em saúde mental; esquizodrama; arte e literatura; clínica e pensamento interseccional; movimentos insurrecionais; clínica e ética; prática de supervisão clínico-institucional em grupo.
O diagnóstico em questão. Nossa tradição psicopatológica forjada no espírito da Reforma. A avaliação na clínica: estrutura, tipologias, dinâmicas e maquinismos. Diálogos com a neurose, psicose e perversão. Fenômenos psicopatológicos contemporâneos. Fenômeno político da loucura e sua interseccionalidade. Políticas de gênero, sexualidade, racialidade e os processos de saúde e doença. Prática de supervisão clínico-institucional em grupo.
Pré-requisito: Módulo 1
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